Cometa C/2025 R3 (Pan-STARRS)
Elementos orbitais
CBET nº 5680
Época
Periélio

Distância do periélio (q)

Excentricidade        (e)

Longitude do periélio (w)

Longitude do Nodo Asc (W)

Inclinação            (i)
2026 Abr. 30,0
2026 Abr. 19,89615

0,4986378ua
1,0003622

162,22446°
 38,69471
°
124,73185°
Atualizado em 24 mai 2026

Esse cometa foi descoberto por Yudish Ramanjooloo (Universidade de Hawaii) por meio de imagens obtidas em 8 de setembro de 2025 pelo telescópio de 1,8m do Projeto Pan-STARRS 2 (Haleakala, Hawaii, EUA). Com base nos elementos orbitais publicados na MPEC 2025-S104, esse cometa passou 1,6 ua do planeta Urano em novembro de 2019. Os parâmetros fotométricos do MPC indicam que esse cometa deve atingir a 8ª magnitude em abril de 2026. Por sua vez, os parâmetros publicados na CBET nº 5607 preveem que o um brilho menor em torno de magnitude 8,5 nessa mesma época.
Sua breve aparição iniciaria na segunda semana de abril de 2026, disponível ao amanhecer, momentos antes de o Sol nascer, com um brilho de 10ª magnitude, transitando a constelação de Pégaso, entre as estrelas alpha e beta Pegasi. No entanto, já em meados de março de 2026 diversos observadores do hemisfério norte relataram um cometa mais brilhante do que as efemérides iniciais.
A trajetória matutina é favorável aos observadores do hemisfério norte e para as regiões norte e nordeste do Brasil.
Yoshida recalculou o valor da magnitude absoluta (Ho) em 8,5. Usando esse cenário, no amanhecer do dia 26 de março o cometa estava disponível na parte ocidental da constelação de Pégaso momento antes de o Sol nascer. Nos dias 1º e 2 de abril seu brilho aumentou para a 7ª magnitude quando se situava entre os pares das estrelas lambda/mu Pegasi e zeta/ksi Pegasi.
No amanhecer de 4 de abril o cometa foi registrado pela primeira vez no Brasil por Marco Goiato (Araçatuba/SP) quando avaliou o brilho na 6ª magnitude. [Salvo evidência em contrário].

Nos dias 8 e 9 de abril seu brilho passou para a 6ª magnitude quando ele se situava cerca de 4° ao norte de alpha Pegasi. Nessa ocasião os observadores situados na Região Sul do Brasil podiam detectar o cometa por meio de binóculos desde que tivessem um horizonte leste-nordeste livre de obstáculos. Por volta do dia 15 de abril, sempre ao amanhecer, o brilho alcançou a 5ª magnitude enquanto transitava rapidamente a constelação de Pégaso nas proximidades de gamma Pegasi.
Seu periélio ocorreu na noite de 19-20 de abril quando passou numa distância de 0,5 ua (~75 milhões de km) do Sol. Nessa ocasião ele já se encontrvaa na constelação de Peixes, situado entre 4° e 6° à leste de gamma Pegasi com um brilho em torno de magnitude 4,5 e visível momentos antes de o Sol nascer.
Localidades no extremo norte do Brasil ainda conseguiam detectar o cometa durante a aurora até dia 22 de abril quando o brilho do cometa já estaria na 4ª magnitude. Como explicado no Anuário Astronômico Catarinense 2026, pode haver incremento de brilho devido ao espalhamento da luz solar.
A partir de 23 de abril o cometa iniciou seu trânsito no campo de visão da câmera LASCO-C3 da sonda SOHO. Nesta data Willian Souza acessou a base de dados da SOHO e destacou essa foto, medindo o brilho da coma em magnitude +3,1.
Na noite de 26 de abril ele passou mais próximo da Terra numa distância de 0,47 ua (70 milhões de km). No entanto ele estava praticamente em conjunção com Sol, situado numa elongação em torno de apenas 8°.
A partir de 27 de abril o cometa reapareceu no céu vespertino imediatamente após o pôr-do-sol brilhando em torno da 4ª. Nesta data, ele se situou cerca de 2° à oeste da estrela alpha Ceti (magnitude +2,5) e pelo menos um binóculo com aumento de 7 ou 10 vezes era útil para detectá-lo nas luzes do crepúsculo. Nos dias 28 a 30 de abril ele
transitou a parte sul da constelação de Touro e com um brilho de 4ª magnitude. No dia 30 de abril A. Amorim (Florianópolis/SC) detectou o cometa nesse brilho usando binóculo 20x50.
Em 1º de maio ele ingressou em Erídano e transita a região de nu Eridani e beta Eridani entre os dias 3 e 6 de maio, mantendo sua visibilidade após o põr-do-sol. Ness interim, seu brilho deve diminuir para a 5ª magnitude. Na segunda semana de maio ele transitou a parte sul da constelação de Órion, nas proximidades de Rigel (beta Orionis), e seu brilho diminuiu para a 6ª magnitude.
Pela curva de luz abaixo notamos que o cometa se mantém ligeiramente mais brilhante do que a previsão de Yoshida (linha verde). Usando a curva azul, calculada com base em 40 registros visuais feitos no Brasil, durante a segunda quinzena de maio o cometa mantém sua visibilidade ao anoitecer enquanto transita a parte sudoeste da constelação do Unicórnio, cerca de 4° ao sul das estrelas beta e gamma Mon. Nesse interim, seu brilho deve diminuir para a 7ª magnitude. Na primeira semana de junho ele é visível logo após o pôr-do-sol com um brilho de 8ª magnituide transitando o limite das constelações de Unicórnio e Cão Maior, situado cerca de 6° ao norte de Sírius.

Veja os registros feitos no Brasil.

Na curva de luz abaixo os pontos pretos são registros feitos por observadores no Brasil. As três linhas foram obtidas por meio das fórmulas:

m1 =  6,8 + 5 log D +  5 log r   (REA)

m1 =  8   + 5 log D + 10,5 log r (t-3d)[Yoshida, após 14 fev 2026]

m1 = 12,2 + 5 log D + 10 log r   (MPC)

©2007 Yoshida - soft Comet for Win


Órbita: o diagrama abaixo mostra a órbita e as posições do cometa e da Terra na data do periélio. (©2002 JCRuig - soft Orbitas)

Como reportar suas observações!

Observadores que desejarem enviar no formato ICQ poderão assim o fazer.
As observações devem ser enviadas para costeira1@yahoo.com

    As informações desta página, salvo outra indicação, são ©2025-2026 A. Amorim (Costeira1 & Cometas/REA)

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